Filhos de Alguém. |
um lugar para o amor. |
Curadoria de Binho Ribeiro
De 03/09 a 03/10
MuBE - Rua Alemanha, 221. Jd.Europa - Oeste. Telefone: (11) 2594-2601
A intervenção urbana já faz parte do dia-a-dia de todo mundo, seja nas paredes das ruas, em banheiros públicos e até mesmo em lugares nunca imaginados. A 1ª Bienal Internacional – Graffiti Fine Art no MuBe visa mostrar trabalhos de diversos artistas mundialmente conhecidos por suas artes de rua, a mostra traz obras de Zezão, Ronah, Boleta entre outros.

Muitos consideram o graffti puro vandalismo, mas ao contrário de que pensam o grafitti é arte contemporânea, hoje o mundo das artes abre espaços em seus museus para artistas de rua exibirem seus trabalhos que tanto chamam atenção em viadutos, muros abandonados entre outros lugares. Ao visitar a mostra eu percebi que essas obras não são apenas desenhos coloridos com inspirações surrealistas, alguns expressam seus sentimentos e outros fazem críticas sociais através de suas obras, e foi essa crítica as vezes de maneira sutil e outras de maneira mais explícita que chamou minha atenção.

A obra acima por exemplo, tanto pode representar a vida do artista nas favelas, quanto uma forte crítica social ao descaso com a população que ali vive em condições precárias em meio da violência e tráfico de drogas.
Já em outras obras, como esta logo abaixo que traz o “mascote” do Mc Donald’s representando uma divindade e as crianças devotas a ela, é uma forte crítica ao consumismo, considerando que a rede de fast food representa fortemente o capitalismo, já as crianças representam nós, a sociedade que consome sem limites.

Alem da mostra trazer tais obras de críticas sociais, também podemos observar obras mais surrealistas e outras mais interessantes que trazem a incorporação de objetos, como mostram as fotos abaixo.


Em geral a mostra é bem interessante, o acervo é pequeno, mas com conteúdo. O mais legal é que o MuBE abriu suas portas para os grafiteiros, que na maioria das vezes tem seus trabalhos desvalorizados.

Esta acima é minha obra favorita, aquela que eu teria na parede do meu quarto, talvez esta traga uma crítica a alienação que as “telinhas” (meu futuro objeto de trabalho) provocam, ou talvez não passa de uma bela criação.
By William Pimenta